Música alta na folia pode prejudicar audição

O carnaval está chegando e essa festa, que é repleta de muita música, alta pede alguns cuidados com a saúde dos ouvidos. De acordo com dados da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (ABORL-CCF), o ouvido humano aguenta até 85 decibéis. Entretanto, os aparelhos usados atualmente nesse tipo de comemoração podem chegar a até 120 decibéis, intensidade próxima a de uma turbina de avião.

Segundo a otorrinolaringologista do Hospital Federal da Lagoa (RJ) e Especialista do Sono, Dra. Luciane Mello, a exposição a esse tipo de som, a princípio, pode gerar sensação de pressão nos ouvidos, zumbido e dificuldades para ouvir e, em casos prolongados, pode levar o indivíduo à Perda Auditiva Induzida por Níveis de Pressão Sonora Elevados.

Para curtir a folia sem a preocupação de prejudicar a sua audição, a especialista dá algumas dicas.  “Procure manter uma distância de 10 metros das caixas de som ou outras fontes sonoras, descanse pelo menos 30 minutos após uma hora de contato com a música alta, use protetores auriculares e, em caso de alteração na audição, procure imediatamente um médico otorrinolaringologista”, finaliza a especialista.

Cera auricular

O acúmulo de cera nos ouvidos, muitas vezes, leva à sensação de entupimento.

A cera é produzida para proteger o conduto auditivo e recomenda-se retirar o excesso

somente com um especialista. Nunca utilize acessórios para retira-la!

Otite no verão

Você sabia que no verão há mais chances de aparecer otite?

Na época mais quente do ano, é comum o desenvolvimento de otite externa. No verão, o

contato mais frequente com piscinas e praias favorecem a exposição a germes e fungos dentro

do ouvido, causando a inflamação e infecção.

Evite usar hastes flexíveis ou outros instrumentos para mexer na região, pois isso pode agravar

o quadro.

Saúde respiratória das crianças

Se o seu filho fica constantemente com o nariz entupido ou respirando pela boca, é hora de

procurar um especialista.

Além da dificuldade respiratória, este sintoma pode comprometer o desenvolvimento da face

e arcada dentária, gerando problemas futuros. Dentre as principais causas, estão a rinite e a o

aumento das adenoides.

Boca seca

Todo mundo já teve a sensação de boca seca, geralmente, quando está estressado ou ansioso.

Mas quando este fato é muito comum é importante que se investiguem as causas.

Estas podem ser decorrentes de inflamações, infecções ou outras patologias específicas.

Apresentando estes sintomas, é necessário que se procure um especialista.

Voz também envelhece

Você sabia que a voz também envelhece?

Provocado pela ação natural do organismo, que diminui a elasticidade dos tecidos e a

lubrificação das pregas vocais, o envelhecimento ocorre a partir dos 40 anos e não tem

distinção de sexo. Isso também pode ocorrer devido aos fatores externos, como menopausa e

alterações hormonais nas mulheres, ou pessoas que usam a voz como instrumento de

trabalho.

Amígdalas podem causar ronco e inflamações de garganta

Se você costuma roncar e/ou ter repetidas inflamações de garganta, a culpa pode ser das

amígdalas.

Elas também podem ser responsáveis pela má qualidade do sono, já que seu tamanho pode

dificultar a passagem do ar, podendo provocar pausas da respiração durante o sono.

Se sentir algum desses desconfortos, sempre procure um especialista.

Faringo-amigdalites

Você sabia que com os dias mais quentes é comum o aparecimento das crises de faringo-amigdalites?

Com a temperatura mais elevada, são comuns as mudanças bruscas de temperatura, como a

exposição ao calor e a ambientes mais secos, com ar condicionado. Estas situações podem

deflagrar irritação na garganta, levando a um processo inflamatório.

Entre os sintomas mais frequentes estão dores locais, tosse, secreção na garganta, rouquidão

e até febre.

Zumbido nos ouvidos

O Zumbido nos ouvidos não é considerado uma doença, mas sim uma percepção auditiva. O

barulho parece um chiado, apito, barulho de concha do mar ou até mesmo de chuveiro. Em

caso de incômodos nos ouvidos, deve-se procurar um especialista para que possa ser realizada

a investigação adequada, identificar a possível causa e o melhor tratamento.

 

Infecções de ouvido frequentes e doenças na gestação podem desencadear problemas auditivos nas crianças

No mundo, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), aproximadamente

400 milhões de pessoas sofrem de perda auditiva. Desse total, cerca de 8% são crianças

e adolescentes que têm até 15 anos de idade. Por isso, nesse 10 de novembro é

comemorado o Dia Nacional da Prevenção e Combate à Surdez e os especialistas fazem

alertas para que os pais possam identificar se o filho está com alguma dificuldade

auditiva e procurar ajuda médica. Segundo a otorrinolaringologista do Hospital Federal

da Lagoa, Dra. Luciane Mello, o desenvolvimento da fala é um aliado importante na

detecção da dificuldade de audição. “Crianças de até quatro anos, que ainda não falam

frases completas, com bastante desenvoltura, que têm dificuldades na escola ou falam

muito alto, podem ter sinais de problemas auditivos”, destaca a especialista.

Entre as principais causas que levam à deficiência estão infecções de ouvido frequentes,

otites de repetição, algumas doenças que ocorreram durante a gestação como rubéola,

toxoplasmose, sífilis e HIV, um pré­natal não realizado de maneira correta e sem

acompanhamento médico e a não realização do calendário de vacinas. “Outras causas

de perda auditiva é a exposição à ruídos sonoros de grande intensidade e

frequentemente, além do uso de headphones com música muito alta e por muito tempo”,

comenta Luciane.

Se os pais perceberem algum sinal do problema devem procurar o pediatra para que ele

realize uma triagem de possíveis diagnósticos e encaminhe o paciente, muitas vezes,

para um otorrinolaringologista para que faça uma melhor avaliação e determine o melhor

tratamento. O Ministério da Saúde fornece, aos profissionais de saúde, as diretrizes para

Triagem Auditiva Neonatal (TAN), que tem a finalidade de identificar a deficiência

auditiva da maneira precoce. “Sabemos que a intervenção cirúrgica precoce em

situações irreversíveis, antes dos seis meses de vida, possibilita melhores resultados

para o desenvolvimento auditivo, da linguagem e da fala da criança”, finaliza a otorrino.